sexta-feira, 11 de maio de 2012


 
 
Não te movas


O pensamento precisa voar…

Fixa o teu olhar

No ponto de encontro com o teu limite.

Fica aí! Nessa estática liberdade!

Quanto do teu mundo espera por essa pausa?

Por esse olhar sem pressa num futuro disperso?

Por esse rosto sem alegria nem dor?

Sentir -te apenas… ser universo!

Fica aí…

Nesse tempo sem tempo

Nesse ficar e ir, sem perto nem longe.

Nesse espaço sem coordenadas,

Onde o corpo se abandona

Às partidas e chegadas.

Fica …

Quanto de ti descansou em ti, até hoje?

Enquanto o pensamento voa

O mundo segue… corre aos ventos

Grita aos seculos as conquistas e derrotas

Enriquece, empobrece… passa fome… envelhece!

Mas tu, podes ficar…

Não te movas. Respira apenas!

Fica aí… em ti!




ana homem albergaria
11.05.2012

9 comentários:

O Profeta disse...

Um sótão cheio de lembranças
Escrevi no pó palavras sem nexo
Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
E senti ao toque o poder da ilusão

Ilusões…
Um cavalo de pau perdido ao carrocel
Uma estola de um bicho qualquer
Uma escultura talhada a cisel

Uma foto a preto e branco
De uma mulher sem rosto
Uma janela virada para nenhum lado
Uma traquitana a imitar o sol-posto

Bom fim de semana

Mágico beijo

O Profeta disse...

Convido-te a conhecer um Homem de papel
Convido-te a olhá-lo num espelho de água

Boa semana

Mágico beijo

A.S. disse...

Voa!
Em infinita liberdade
em céu sem sinal de amarguras
aonde pairam seguras
bem longe da tempestade
os sonhos e as loucuras
que vencem as leis da gravidade!

Beijo!
AL

A.S. disse...

Os voos mais audazes são os mais fascinantes!... Não deixes o pensamento voar sozinho, vai com ele!...


Beijos!
AL

A.S. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nilson Barcelli disse...

Magnífico poema.
Gostei tanto...
Minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.

O Profeta disse...

Este pensador, viageiro entre Sois
Esta Ave pousada em mil embarcações
Este barco que passa sem vela ou remo
Esta arca repleta de vibrantes emoções

Esta mestiça flor de açafrão
Este ramo de espinhos cravados na mão
Esta alma que não ousa largar opinião
Este homem vestido de solidão

Ouvi um som profundo e breve
Vindo de uma perdida lembrança
Toquei de leve os trincos da memória
E senti o golpe frio de uma afiada lança

Boa semana


Doce beijo

Carlos Rímolo disse...

Querida poetisa!

Perdoa-me a invasão, mas temos amigos blogueiros comuns. Seu Blog é lindo e as suas poesias belíssimas. Adorei. Meus parabéns!
Beijos de luz!!!

Poeta Cigano - 14/10/2012

http://carlosrimolo.blogspot.com

peres feio disse...

gostei muito
carlos peres feio