terça-feira, 20 de Maio de 2014

DESISTIR?!

“DESISTIR" eis a palavra que pensei terem aniquilado no poço sombrio das tentações. Uma praga. Parasita que revisita e se aproveita sem pudor de quem a repele. Gládio do derradeiro duelo entre a força moribunda e a última esperança. Veneno de Sócrates dado ao animal que não se (re) conhecendo bebe, por ter sede, a cicuta fatal.

 
 
 ana homem de albergaria

sábado, 1 de Fevereiro de 2014

INTIMIDADE













Intimidade

Habitáculo da existência, o interior, 
onde se molda a forma da vida, em colos de recolhimento. 
Paredes que falam de toques de mãos construtoras de possíveis.
Fés condutoras de valores que ficam impregnados nas cores indefinidas dos mistérios. 

Casas paradas no movimento do tempo.Tradições que gritam em silêncio. 
Segredos desvendados pela espátula, que acrescenta cor raspando a tela da humanidade.
É lá dentro que nos despimos “dos outros” e vivemos a liberdade (i)limitada do “Eu”,
que se reencontra no voo do olhar que se desprende do beiral de uma janela com grades; num jardim babilónio; num mar de sentimentos mesclados de verdes azuis esperança.
E, quantas vezes, no cinza e no preto da dor de “ser” tão-somente abandono, esquecimento.
E vivemos o movimento de olhar de dentro para fora, maiêutica socrática, busca da verdade!
Procura do nosso lugar, imersão no “Ser” mais profundo.
Intimidade que sendo só nossa, constrói ela mesma a história do mundo!

ana homem de albergaria
Março/2013

domingo, 29 de Setembro de 2013

terça-feira, 9 de Julho de 2013

INTIMIDADES - EXPOSIÇÃO DE PINTURA





















Exposição Intimidades
de: Ana Homem de Albergaria
Inserida no projeto: Interioridades
Maio/Junho 2013 
Museu Dom Diogo de Sousa
Braga / Portugal

(cada tela: 40 euros, 30cm x30cm)
Interessados é favor deixar comentário com contacto.

domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Calou-se o Poeta














Olhou para dentro de si.
Procurou nos batimentos da vida

Um compasso partilhado a ritmo certo.

Enfrentou a tempestade das palavras,

Relâmpagos de um Olimpo sem Deuses.

E o poeta abafou a sua voz

No vácuo da presença inanimada.

No movimento do nada.

Nas sombras solitárias da noite.

Foi quando o céu chorou a nuvem da palavra indesejada,

Na rima emparelhada de amor com dor!





Ana Homem de AlbergariaVer mais

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

ESPELHO MEU


Espelho meu

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doí em mim, como sádica.

Mordi os lábios antes de pronunciar

Qualquer sentido do impossível!

Apertei tantas vezes as minhas mãos
A favor de uma vontade impaciente.

Acorrentei tantos passos,

Por medo de serem falsos.

Amordacei a palavra “amo-te”, a única que aprendi.

Procurei-me, como uma perdida,

Na neblina que anoitecia nos teus olhos.

Oh loucura pura! O teu olhar!

Espelho meu, espelho meu… onde nunca me vi!

Eu estive sempre aqui, nesta sôfrega quietude.

E a gritar por nós, como louca, ensurdeci!

 

Ana Homem de Albergaria

domingo, 18 de Novembro de 2012

IMORTALIDADE


Imortalidade




Corpo finito tecido a carne mortal,

Frágil ser que não é sem mim!

Limite onde me sinto contornos.

Pedra em movimento

...Polida pelo tempo

Que vai sendo pó,

Pó , apenas pó…

E eu toda eu,

Luz e escuridão

Paz e guerra

Ceu e chão

Coragem e medo

Saúde e dor

Amor… desamor

Abraço e solidão.

E eu neste corpo na estrada,

Conduzido por mim,

Rumo ao nada!

E eu toda eu

Amanhã infinito

Eterna caminhada!



Ana Homem Albergaria