sábado, 15 de outubro de 2011

Pai - poema e voz de Ana Homem de Albergaria

5 comentários:

Mel de Carvalho disse...

Ana, tantas e tantas vezes, o que nos é próximo se torna intransponível,distante, demasiado pesado para os nossos ombros, e, contudo, está ali, ao alcance de uma palavras, de um gesto, de um sorriso ...

Sabe da minha admiração, minha amiga. Um beijo, Ana Cláudia, e um abraço de quem também não tem como ou a quem chamar pai, ou mãe... e, talvez por isso, e também por isso, se sentiu irmanada aqui, na ausência.

Mel

O Profeta disse...

O tempo corre em sua em sua invisível viagem
Um Santo nunca dorme no altar
Um barco sobe e desce cada onda do Mar
Um cais de partida também acolhe o chegar

São tantos os mistérios que encontrei na vida
Cruzei com gente desconhecida que conhecia bem
Falei e falo com gente que partiu desta vida
Sinto tanto aroma perdido que este tempo guarda e tem

Mágico beijo

BlueShell disse...

O desejo de quebrar o silêncio...o sentir que os outros conhecem nosso pai melhor que nós...

...trist..
Meu pai faleceu há 6 anos...

Bj
BShell

O Profeta disse...

Senti nos pés o pulsar da ilha
Um farol avisa o longe do perto
A lava encoberta na costa dormente
Sete rumos e apenas um certo

Neste Mar senti a vontade de prantear
A nudez da noite no encontro do silêncio total
Encobriu meu pranto das estrelas
Uma zombeteira Lua marcou no dia o encontro final

Mágico beijo

Li disse...

Adoro o poema e a música de fundo. É uma boa combinação. Um beijinho prima *