
Será por ventura
A esperança a brotar,
Ou talvez um sonho do qual
Jamais quero acordar.
Talvez um baú encontrado,
Um tesouro,
Numa ilha magenta
Num fim de tarde de ouro.
Um barco em alto mar
Uma ponte
Um caminho sem fim
ao encontro de mim.
Uma lágrima fresca
Que desce meu rosto
No calor do amor
Em Natais de Agosto.
Talvez seja mais
Do que um renascer,
Quem sabe um tudo
Sem nada a perder.
Quem sabe uma dança
No salão da espera
Ou uma serenata
Em tons de primavera.
Talvez seja apenas
Um coração a bater
Ao compasso de um outro
Para com ele viver.
E Quem sabe o universo
Que tudo me deu
Queira apenas que eu saiba
Que a solidão já morreu!
ana claudia albergaria