
O tempo já não soma
O espaço não existe
Não importa em que cais irei sair
Na viagem dos pensamentos,
Sei apenas que vou
Por onde eles querem ir.
Já não importa se termina o dia
Ou se a noite é clareada
Pela enigmática lua
Serei eu a triste sombra
Daquela que outrora foi tua?!
Sei que sou hoje o que sou
Despida do que não quero ser
Visto-me de ilha deserta
Onde as ondas vêm morrer…
Não importa se é inverno
Ou se a Primavera chegou
Sou como um verão sem frutos
Um sol que nunca brilhou…
Durmo com a solidão
Olhando o céu, ao relento
Não importa se é dia ou noite
Importa que Eu seja Eu,
não me curvando ao vento!
ana homem de albergaria
(imagem de pintura da mesma autora)