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Que desejas tu,
Artesão de memórias?
Parar o tempo…?
É uma Quimera… tu sabes!
Redimensionas o espaço,
Num gesto de submissa liberdade,
Rebeldia doce em busca
Da nova realidade!
Não queres copiar o Real… eu sei!
Cristalizas os efémeros segundos
De um relógio movido a Luz,
E assim depuras a vida,
Em ângulos de cumplicidade
Com a tua própria verdade.
O autêntico só existe
Na medida em que partilhas com ele
A sublime essência,
da profunda emoção,
de quem vive o “agora”
No ato da própria criação.
E assim,
Reconstróis segmentos
De um mundo
Em constante evolução.
Com olhar profundo
De quem está atento…
Vais segredando o Belo subtil
De um Céu luminoso,
Ou de um dia quase a chegar…
Um abraço…
Uma flor…
Uma ave a voar,
Árvores centenárias,
Ou um sol a despedir-se
Na linha do mar.
Até mesmo um rosto cansado …
Gritando as injustiças mais duras,
Os prazeres mais mundanos,
Ou as dores mais escuras!
Janelas…
Pontes para a interioridade,
Foto-imagens
Da tua própria vontade.
Obras de arte
Nascem dos teus olhos,
Criador de Nuances e Contrastes,
Imortalizador de traços
Da linha da vida
De um lugar
De algo
ou de alguém…
E na tua própria historia
Pois eras lá também!
E os aromas e os sons…
O frio e o calor…
Que viveste nesse ardor
De querer falar com os olhos,
Ficam para nós como os sonhos,
Universo de possíveis,
Que iremos desenhar.
Tu elegeste do mundo
O que querias revelar.
E revelaste em cada imagem
- Fotografo artesão de historias -
Flashes da tua vida,
Qual Historiador de memorias.
ana homem de albergaria
08 de Julho de 2011