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Como uma canção de amor se pode tornar uma bela canção de embalar... era esta canção que eu cantava para o Gonçalo adormecer... e ainda hoje não sei se foi feitiço ou o que é que me deu...para gostar tanto assim de alguém...Feitiço
by N/A
Eu gostava de olhar para tiE dizer-te que és uma luzQue me acende a noite, me guia de dia e seduz...Eu gostava de ser como tuNão ter asas e poder voarTer o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...Eu não sei o que me aconteceu...Foi feitiço!O que é que me deu?Para gostar tanto assim de alguémComo tu...Eu gostava que olhassespara mimE sentisses que sou o teu marMergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu te abraçar...Eu não sei o que me aconteceu...Foi feitiço!O que é que me deu?Para gostar tanto assim de alguémComo tu...O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...Eu...Eu não sei o que me aconteceu...foi feitiço!O que é que me deu?Para gostar tanto assim de alguémComo tu...Eu...Não sei o que me aconteceu...Foi feitiço!O que é que me deu?Para gostar tanto assim de alguémComo tu...Como tu...
Andre Sardet
Fala do Velho do Restelo ao astronauta
Aqui, na Terra, a fome continua,A miséria, o luto, e outra vez a fome.Acendemos cigarros em fogos de napalmeE dizemos amor sem saber o que seja.Mas fizemos de ti a prova da riqueza,Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez.E pusemos em ti nem eu sei que desejoDe mais alto que nós, e melhor e mais puro.No jornal soletramos, de olhos tensos, Maravilhas de espaço e de vertigem:Salgados oceanos que circundamIlhas mortas de sede, onde não chove.Mas o mundo, astronauta, é boa mesa(E as bombas de napalme são brinquedos),Onde come, brincando, só a fome,Só a fome, astronauta, só a fome.
Letra: José Saramago.Musica: Manuel Freire
Rosto de Mulher
Pastel / 2004.
Ana Cláudia Albergaria

(Inten)cidade / 2006.
Acrílico sobre tela: 120x80 cmAna Claudia Albergaria