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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Inútil Paisagem




Inútil Paisagem


Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar,
Pra que
De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem
Pode ser
Que não venhas mais
Que não voltes nunca mais
De que servem as flores que nascem
Pelo caminho
Se o meu caminho
Sozinho é nada
É nada
É nada



Tom Jobim/Aloysio de Oliveira

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Este poema cantado pela Elis... é qualquer coisa de Divinal...
e faz-me lembrar uma amiguita do peito que também gosta muito desta canção e que a cantou muitas vezes, comigo, nas nossas viagens, depois do entardecer, pelas pontes do Douro...



O que tinha de ser

Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher

Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser

Tom Jobim / Vinicius de Moraes

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Saudade! Papa, can you hear me?

Oh God-our heavenly Father.
Oh, God-and my father
Who is also in heaven.
May the light of this Flickering candle
Illuminate the night the way
Your spirit illuminates my soul.
Papa, can you hear me?
Papa, can you see me?
Papa can you find me in the night?
Papa are you near me?
Papa, can you hear me?
Papa, can you help me not be frightened?
Looking at the skies
I seem to see
A million eyes which ones are yours?
Where are you now that yesterday
Has waved goodbye
And closed its doors?
The night is so much darker;
The wind is so much colder;
The world I see is so much bigger
Now that I'm alone.
Papa, please forgive me.
Try to understand me;
Papa, don't you know I had no choice?
Can you hear me praying,
Anything I'm saying
Even though the night is filled with voices?
I remember everything you taught me
Every book 1've ever read...
Can all the words in all the books
Help me to face what lies ahead?
The trees are so much taller
And I feel so much smaller;
The moon is twice as lonely
And the stars are half as bright...
Papa, how I love you...Papa,
how I need you.Papa, how
I miss you Kissing me good night...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Balada da Estrada do Sol


Andre Sardet - Balada da Estrada do Sol


Sigo a estrada que me vai levar ao sol
Há sete dias que caminho sem parar
Sou uma criança com licença para sonhar
Leio histórias em sorrisos de embalar
E vou pedir ao deus do sol para me adoptar
Perfilhar-me e nunca mais me abandonar
Afinal o sol também e meu
Quero o raio que só ele me prometeu
Nesta estrada o cansaço não existe
O fim esta longe mas o corpo não desiste
Levo nos braços a guitarra para tocar
Tenho por coro a velha estrela polar
E vou pedir ao deus do sol para me adoptar
Perfilhar-me e nunca mais me abandonar
Afinal o sol também e meu
Quero o raio que só ele me prometeu
E vou pedir ao deus do sol para me adoptar
Perfilhar-me e nunca mais me abandonar
Afinal o sol também e meu
Quero o raio que só ele me prometeu

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Meu Querido, Meu Velho...


Esses seus cabelos brancos, bonitos,
esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, um grito,
me ensinando tanto, do mundo...
E esses passos lentos, de agora,
caminhando sempre comigo,
Já correram tanto, na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias,
e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias
ou lágrimas choradas ao vento...
Sua voz macia me acalma
e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente,
nas experiências contidas,
Nesse coração consciente,
da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima
seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho,
meu amigo.

Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Casa no Campo


Casa No Campo
Elis Regina
Composição: Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais .

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ENCOSTA-TE A MIM...



Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada
onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Jorge Palma, in Voo Nocturno

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Feitiço

Como uma canção de amor se pode tornar uma bela canção de embalar... era esta canção que eu cantava para o Gonçalo adormecer... e ainda hoje não sei se foi feitiço ou o que é que me deu...para gostar tanto assim de alguém...

Feitiço
by N/A


Eu gostava de olhar para ti

E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu gostava que olhasses
para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo,
só para eu te abraçar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
O primeiro impulso é sempre mais justo,
é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas
na volta redonda de um beijo profundo...
Eu...
Eu não sei o que me aconteceu...
foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu...
Não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Como tu...


Andre Sardet

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Maria Bethânia

Mais uma das minhas paixões... Maria Bethânia, que considero uma cantora e uma mulher maravilhosa. Para mim representa a beleza da mulher que não estando revelada no seu rosto se manifesta na sua voz e na forma como "É" no palco e como "Está" na vida.

Deixo-vos o seu Grito de Alerta...




Maria Bethânia

Grito de alerta
(Gonzaga Jr.)

Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça

Me bota na boca um gosto amargo de fel

Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo

Querendo ganhar um bocado de mel

Não vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo

Reflito e estendo a mão

E assim nossa vida é um rio secando

As pedras cortando e eu vou perguntando: até quando?

São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo

Arrasando aos poucos com o nosso ideal

São frases perdidas num mundo de gritos e gestos

Num jogo de culpa que faz tanto mal

Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errado

O quanto já fiz destruir

Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio

E que já não dá mais pra engolir

Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta

Eu busquei a palavra mais certa

Vê se entende o meu grito de alerta

Veja bem, é o amor agitando meu coração

Há um lado carente dizendo que sim

E essa vida da gente gritando que não.


quinta-feira, 15 de junho de 2006

Menino do Rio... Caetano Veloso




Menino do rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção, corpo aberto no espaço
Coração de eterno flerte
Adoro ver-te
Menino vadio
Tensão flutuante do rio
Eu canto pra Deus proteger-te
O Havaí seja aqui
Tudo o que sonhares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
eu desejo o teu desejo
Menino do rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção como um beijo

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Restolho ... Mafalda Veiga


Mafalda Veiga

Restolho

Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

terça-feira, 30 de maio de 2006

Fechem os olhos... escutem... é a Elis!

Romaria

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido em pensamento
Sobre meu cavalo
É de laço e de nó
De jibeira ou jiló
Dessa vida
Cumprida à sol
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
À custa de aventuras
Descasei, e joguei
Investi, desisti
Se há sorte, eu não sei, nunca vi

Sou caipira Pirapora nossa

Senhora de aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
Me disseram porém
Que eu viesse aqui
Pra pedir emRomaria e prece
Paz nos desalentos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Sou caipira Pirapora nossa
Senhora de aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

Renato Teixeira
(Elis Regina)

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Especialmente para ti ...

Sei-te de Cor

Sei de cor
cada traço
do teu rosto
do teu olhar.
Cada Sombra
da tua voz.
E cada silêncio
cada gesto que tu fazes
Meu amor sei-te de cor

Sei
Cada capricho teu
E o que não dizes
Ou preferes calar.
Deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei
Por que becos te escondes.
Sei ao pormenor
o teu melhor e o pior.
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Sei-te de cor