quinta-feira, 5 de maio de 2011

AMIZADE











AMIZADE


Pintura de ana claudia albergaria

Exposição : Humanidades

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CRIATIVIDADE



















CRIATIVIDADE

Pintura de ana claudia albergaria

Exposição : Humanidades

ESPIRITUALIDADE




















ESPIRITUALIDADE


Pintura de ana claudia albergaria

Exposição: Humanidades

terça-feira, 3 de maio de 2011





















Acrilico sobre tela / ana claudia albergaria
Exposição:Hmanidades

CORAGEM





















"Coragem"


Acrilico sobre tela / ana claudia albergaria

Exposição: Humanidades

AMOR


















Amor


Pintura de: ana claudia albergaria

Exposição: Humanidades


segunda-feira, 2 de maio de 2011

















No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


15/10/1929
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

quarta-feira, 27 de abril de 2011



















O tempo já não soma
O espaço não existe
Não importa em que cais irei sair
Na viagem dos pensamentos,
Sei apenas que vou
Por onde eles querem ir.
Já não importa se termina o dia
Ou se a noite é clareada
Pela enigmática lua
Serei eu a triste sombra
Daquela que outrora foi tua?!
Sei que sou hoje o que sou
Despida do que não quero ser
Visto-me de ilha deserta
Onde as ondas vêm morrer…
Não importa se é inverno
Ou se a Primavera chegou
Sou como um verão sem frutos
Um sol que nunca brilhou…
Durmo com a solidão
Olhando o céu, ao relento
Não importa se é dia ou noite
Importa que Eu seja Eu,
não me curvando ao vento!



ana homem de albergaria

(imagem de pintura da mesma autora)

domingo, 17 de abril de 2011

Humanidades - inauguração

















Momentos especiais... só se vivem quando partilhados

com pessoas especiais...

obrigada a tod@s os amigos que partilharam comigo

mais um momento de felicidade,

a inauguração da minha exposição "Humanidades",

ontem em Vale de Cambra.


Abraço carinhoso para tod@s

ana claudia albergaria

segunda-feira, 4 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO PINTURA - HUMANIDADES


HUMANIDADES

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

DE: ana claudia albergaria, Inauguração 16 de Abril de 2011, 11.00h, Biblioteca Municipal de Vale de Cambra

domingo, 6 de março de 2011
















(Pintura de: ana homem de albergaria)


Um coração silencia-se
Na espera da alvorada do sentir,
Tempo de tinta permanente,
Contínua e excelsa força
Que nos esboça o existir.
Virei estátua num jardim á beira mar,
Senti a brisa num rosto imóvel
Oposto á força do devir.
De olhos postos no horizonte
Vivi cada olhar, cada barco que passava…
Efémeros segundos de um pouco de tudo
De uma viagem feita de quase nada.
Um violino partido me acordou
Chorava… pela clave de sol assim perdida,
Não consegui unir as suas cordas
Não soube ser braço...
Nem arco... na partida.


ana homem de albergaria

quinta-feira, 3 de março de 2011

CONVITE - ENCONTRO COM A AUTORA

















Encontro com Autores

Este domingo, 6/Março pelas 18h30, tem lugar no Clube Literário do Porto, a sessão "Encontro com Autores",organizada pela Editora "Edita-me", sendo que nesta sessão, estará presente a autora Ana Homem de Albergaria, com a sua obra Silenciosas Alvoradas.

Estão tod@s convidados!

Apareçam...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011














(Imagem: pintura de ana homem de albergaria)



Quero a paz da criança que dorme
Sem saber das guerras,
E da mãe que cria o filho
Sem medo da fome e do frio
Sem procuras nem esperas.
Quero a paz de uma igreja
E de um coral a cantar.
A paz de um crente em Deus
Que une as mãos a orar .
Quero a paz que nasce aqui
Neste grito mudo ao mundo
A Paz que ficou suspensa
Numa estalactite branca
De um sonho bem profundo.
Quero a paz de outra vida
De um passado ancestral,
Da vida que regressa á vida,
Da memória universal!





ana homem de albergaria

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Minha irmã




















Só eu sei
Desta dor que me devora a alma
De não ser capaz de te dar um poema.
Um poema verdadeiro, Sabes?
Daqueles em que as palavras voam
Livremente pelo passado,
E regressam a nós pela brisa da saudade.
Sim, saudade,
Essa senhora altiva e sofredora
Que viaja na máquina do tempo,
Sem envelhecer,
Sem se render,
E te traz de novo para mim,
Rompendo o silencio
Que te fez cedo adormecer.
A morte não venceu!
Não vence nunca quando luta
Com um coração repleto de amor,
Como é o teu!
Ela apenas adormeceu contigo
E quando acordar não te vai ter!
Será apenas a morte da nossa dor
Que vai ver-se a si própria morrer!
Hoje sinto o peito apertado.
Um remorso antigo,
Me faz chorar agora.
Mereces tanto este poema,
Que não se deixou escrever
Em décadas sem ti,
Tendo-te aqui,
Bem no centro do meu querer.
Fazer um poema para ti
É como querer guardar o mar
Num frasco de perfume,
Ou querer apagar um fogo
Acendendo outro lume.
É dizer que te amo hoje mais,
E é mentira!
Porque te amei sempre assim
Desde épocas ancestrais…
Desde aquele Outono
Da tua juventude.
Desde o Adeus ao teu filho,
Desde o nascer dos nossos pais.
Porque Foste fé…
Na infância do sonho mais puro
Desenhado na esperança de um filho.
Promessa doce, de um doce futuro.
Minha querida irmã…
Água cristalina de um rio sempre a correr,
Oásis num deserto quente,
Onde floresce a sede da vida por viver.
Queres ficar neste poema?
Assim… tão simplesmente desnudado,
Como o meu sofrer?
Eu quero ficar contigo,
A voar nas palavras
Que não chegam nunca
Para te descrever…



Ana Homem de Albergaria

terça-feira, 25 de janeiro de 2011



























Hoje
Vou dar-te outra vez a minha mão,
E entrar na canoa onde me esperas
E deixar que me leves
Sobre o lago verde
Onde borboletas azuis e libelinhas
Nos cantam um voo de sonhos
Ao redor de flores
Que foram minhas.

(...)


ana homem de albergaria





quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sentar-me ao meu lado




















Um dia
Vou sentar-me ao meu lado
E ouvir tudo
o que tenho para me dizer.
Não vou falar comigo,
Não me vou interromper…
A primavera não (re)nasce,
Antes do inverno se ter!
Vou ficar perto e distante,
E fingir não me saber.
Ver-me em mim ali diante,
Para melhor me entender.
Vou por uma música calma,
Sons de golfinhos e mar,
Aproximar-me mais de mim
Abraçar-me e chorar!
E o meu peito vai sofrer
O que não consigo falar.
Depois,
Vou passar as mãos nos meus cabelos
E sentir que são as mãos de minha mãe.
E ver o seu sorriso a nascer
Quando me dizia serena:
Tudo passa, isto é viver!
Por fim…
Vou olhar bem nos meus olhos
Sem nunca os desviar
E vou encarar de frente
O que tenho de mudar.
Vou ler para mim própria
Um poema de Andrade
E ver nas palavras dele
Muita da minha verdade.
E assim vou-me afastando
De mim para me encontrar.
Abrir espaço ao Amor
Receber e saber dar.
Levantar-me decidida
A pintar uma nova tela
Com cores de uma nova vida
Para depois Viver nela!


ana claudia albergaria

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ENTREVISTA EM VALE DE CAMBRA

Entrevista publicada no jornal a Voz de Cambra, no seguimento da sessão de apresentação do meu livro nessa cidade onde vivi durante 23 anos,realizada pela Drª Cristina Maria Santos ,jornalista.

















- “Silenciosas Alvoradas” foi o seu primeiro livro editado de poesia. Como descreve este livro?

Não é fácil para mim descrever o meu livro, talvez porque ainda não me apropriei dele como um todo. Será claramente mais fácil falar dos meus poemas, que já existiam muito antes de se transformarem num “livro”. E sobre eles, o que posso dizer é que são, sem duvida alguma, o reflexo de sentimentos maioritariamente ligados ás relações humanas, aos laços que me unem aos actores principais da peça da minha vida, como foram os meus pais, como é o meu filho… a minha família e, enfim, os meus verdadeiros amigos. Assim, falam muito por mim e de mim, mas também do que os outros significam para mim e do que quero significar para eles. O que fui, o que sou e o que quero ainda vir a ser, está nitidamente presente neste livro. Penso que é um livro muito auto-centrado nesse sentido. As alegrias, mas também os desânimos, as conquistas mas também as perdas, estão lá. Depois a responsabilidade que temos, perante a humanidade, de contribuir para um mundo melhor … livre de injustiças e de juízos de valor que em nada nos enaltece enquanto seres humanos. Por isso incluí também um ou dois poemas dedicados a quem vive á margem da sociedade, dessa mesma sociedade, que sem dúvida alguma, somos todos nós. Tudo isto escrito de uma forma que considero simples, espontânea, assumidamente despretensiosa, acessível a todos os que gostam de poesia, ou não. É um livro que fala de coisas profundas através de uma escrita leve, que eu gostaria que se transformasse numa boa companhia para o leitor. É uma partilha!

- Como foi partilhar as suas duas paixões: a pintura e a poesia num só espaço? E na terra onde viveu 23 anos?

Foi maravilhoso, uma tarde que ficará arquivada na minha memória no recanto das sensações mais preciosas. Não foi a primeira vez que partilhei a minha pintura e poesia no mesmo espaço, já fiz isso antes, em exposições que tenho realizado no Porto. Mas de facto aqui foi a primeira vez, e foi diferente. E foi diferente porque é aqui que tenho as minhas raízes, a minha família, os amigos que me viram crescer e que estudaram comigo nestas escolas. O espaço em si não faz a diferença, o que faz a diferença são as pessoas que o ocupam e a forma como o vivem e o partilham. Ser aqui em Vale de Cambra, significou retroceder no tempo e rever até pessoas que já não via há alguns anos, embora venha com muita frequência a Vale de Cambra a verdade é que nem sempre gerimos o tempo de forma a dar atenção ao que de facto é importante, ou seja, usufruir de tempo de qualidade com as pessoas que gostamos. Depois… senti também que muitas pessoas ainda não conheciam este lado da minha personalidade mais virado para as artes e para a escrita, por isso foi extremamente gratificante dar-lhes a conhecer um pouco mais de mim. Aqui senti-me mais perto dos meus pais, dos meus avós, das minhas origens. Fui extraordinariamente bem recebida, acarinhada mesmo! Senti-me em casa. É com muita gratidão e com uma grande honra que deixo este humilde contributo ao nível da cultura escrita, e da poesia em particular, nesta cidade onde cresci.

- Se lhe pedisse que pintasse uma tela sobre Vale de Cambra, como seria? E se lhe pedisse que escrevesse uma poesia, que nome lhe daria?

Se pintasse uma tela, o que vou fazer com toda a certeza, teria certamente muito verde amarelo e lilás (as cores da serra), e relevos fortes. Teria também de transmitir serenidade, que apesar de ser uma Cidade ainda me transmite essa serenidade. Teria de revelar a conciliação perfeita entre a tradição e o desenvolvimento, o rural e o urbano. Não pinto paisagens, normalmente, mas teria de conseguir uma forma de falar um pouco da paisagem construída e muito da paisagem natural que torna este Vale único e especial. E pincelar tudo isto com uma grande dose de respeito, amor e … uma certa nostalgia. A poesia sobre Vale de Cambra teria o nome de “Existe um Vale…”.

- Exerce a sua profissão de socióloga numa ONG Europeia, na área da luta contra a pobreza e a exclusão social. O que tem transmitido desta luta para as telas ou para a escrita?

Directa ou indirectamente transmito sempre algo dessa luta. Nos meus quadros são menos perceptíveis as mensagens que tento transmitir a esse nível, mas refugio-me muitas vezes em cores fortes (não necessariamente garridas) e no preto, quando quero falar das injustiças e da revolta que é saber que existem pessoas a viver sem a dignidade que merecem. Já participei, por exemplo, num encontro europeu de pessoas em situação de pobreza, em Bruxelas, através de uma pintura minha que revelava precisamente alguém atrás de umas grades, espelhando assim a prisão que é viver em pobreza e/ou ser vitima de exclusão e de preconceitos. Quanto à poesia, é um veículo privilegiado para esse efeito, pelo menos para mim é. Porque a poesia não tem de ser sempre suave e bela, pode também ser um grande transmissor de convicções fortes e recorrer-se, por exemplo, á própria ironia, para gritar alto sobre o que é preciso mudar. E eu tento fazer isso!

- O que descobriu primeiro, a pintura ou a escrita ou ambas ao mesmo tempo? Consegue concilia-las no seu dia-a-dia? O que as distingue?

É difícil saber o que descobri primeiro, porque desde muito pequena adorava desenhar e escrever, acho que cresceu comigo. Foi um processo natural, até porque os meus pais, embora com poucas habilitações escolares, também apreciavam tudo o que era arte. Nomeadamente a escrita, sobretudo o meu Pai, e o desenho, especialmente a minha mãe. Pelo que faz parte da minha forma de comunicar desde criança. Quem sabe foram elas que me descobriram a mim?!
Relativamente á conciliação entre a pintura e a poesia, não só as consigo conciliar como até considero que se relacionam numa simbiose perfeita. Por isso mesmo recorro frequentemente aos meus poemas para legendar os meus quadros.
O que distingue a minha pintura da minha poesia é apenas a forma. Em ambas exteriorizo os meus pensamentos e vivências. O traço que mais as une é o amor com que as realizo.

- Em que se inspira para escrever e pintar?

Inspiro-me na vida, e como já disse, inspiro-me fundamentalmente nas pessoas que me rodeiam. Nós não vivemos isolados, mesmo que nos fechemos num quarto eternamente, o mundo é feito de pessoas e das relações de amor, ou desamor, que estabelecem entre si. Por isso inspiro-me muito no Amor, nos diferentes tipos de amor que podemos sentir. Pela poesia imortalizo, através da palavra escrita, de forma simples e perceptível, momentos ou memorias que não quero perder, assim como sonhos que quero concretizar, ou valores que preciso transmitir. Pela pintura revisito tudo isso, de uma forma mais abstracta, menos organizada, menos pensada. Com pinceladas livres, e por vezes descontroladas, esqueço a preocupação de saber se os outros vão entender o que quero transmitir, porque na minha pintura o que vale (para mim) é o momento.

- Já tem em mente algum projecto futuro?

Sim. Não sei viver de outra forma. Tenho sempre de estabelecer metas para a minha vida, e os pequenos projectos ajudam-me a concretiza-las. Em breve sairá um livro onde encontrarão também alguns poemas meus, numa colectânea de poesia de vários poetas que tenho o privilegio de conhecer e com os quais participo em tertúlias e sessões de poesia com frequência; pretendo fazer, pelo menos uma exposição de pintura em 2011, o que gostaria muito que acontecesse aqui em Vale de Cambra, e enfim… outros sonhos, ou desafios, que vou tecendo, como voltar á musica, continuar a aprendizagem a este nível, iniciei-a na infância mas não foi possível continuar. E até experimentar o teatro. Adorava! Afinal, pelo sonho é que vamos!

- Como gostaria de, um dia, ser recordada, como pintora ou escritora, ou ambas?

Muito sinceramente nunca pensei nisso. Não é porque escrevi este livro que me considero escritora, nem porque já fiz várias exposições de pintura que me considero pintora. Por isso não faço questão que me recordem como uma coisa ou outra. O que gostaria que me recordassem, um dia, o meu filho, por exemplo, era como uma pessoa que sempre respeitou os outros, que foi respeitada, que embora com uma origem humilde e até de alguma privação, sempre se orgulhou disso, e soube agarrar as oportunidades que a vida lhe deu, trabalhando muito e lutando pelos sonhos … e, o mais importante, partilhou isso com os outros! Da melhor forma que foi capaz!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

















FONTE DA IMAGEM:http:

//downloads.open4group.com/wallpapers/1600x1200/arvore-de-natal-lareira-e-presentes-24795.html



Não encontro uma lareira
Que me aqueça as lembranças
De uma noite de sorrisos escancarados;
E de abraços polvilhados
Pelo cheiro do açúcar e da canela.
Talvez porque se imobilizaram já
Todas as mãos que se faziam lume
Para me dar calor;
E se apagaram já
Os Corações incendiados
Por labaredas de amor.
Vou esperar a hora
De um relógio parado;
Que me leve de volta
Ao Natal do passado.


ana claudia albergaria

sábado, 27 de novembro de 2010

Apresentação do Meu Livro / Vale de Cambra

AOS AMIGOS QUE NÃO CONSEGUIRAM ESTAR NO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO NO PORTO, RENOVO O CONVITE... DESTA VEZ SERÁ EM VALE DE CAMBRA, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL, NO DIA 11 DE DEZEMBRO, PELAS 16.00H

NESTA APRESENTAÇÃO TEREMOS UMA EXPOSIÇÃO DE PINTURA, DE MINHA AUTORIA, DE MAIOR DIMENSÃO DO QUE A QUE ACONTECEU NO PORTO!

APAREÇAM!


domingo, 21 de novembro de 2010

Obrigada














Ontem tudo esteve perfeito!
Os cláustros da Biblioteca Pública Municipal do Porto nunca estiveram tão bonitos (aos meus olhos).
Os meus amigos estávam lá!E a nossa alegria também!
Obrigada pela vossa presença no lançamento do meu livro!
Não vou esquecer essa tarde!
Fui Feliz!
Abraço forte!