quinta-feira, 13 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O dia das crianças esquecidas

Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças de mãos calejadas pela luta que não é delas.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças de armas em punho, em guerras que não escolheram.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças com fome de pão, num mundo de desperdícios.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem tecto, em ruas com palacetes.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças que não brincam, num mundo de playstations.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem escola, em tempos de “oportunidades”.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças institucionalizadas, num mundo de casais inférteis.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem família, em tempos de “recomposição”.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças estigmatizadas, num mundo que apregoa a “igualdade”.
Peço perdão… em vão…
ou talvez não!
Porque só a criança tem o dom de perdoar
os que a ignoram e a fazem sofrer…
Mesmo sem saber porquê,
Ela sente, lá no fundo…
Que só com Amor
Se pode crescer!
Só o Amor
Poderá resgatar a alegria
Para o seu olhar!
ana cláudia albergaria
No dia da criança (esquecida)!
Luto

Alma de Outono
Dores tingidas de verde amarelado.
Videiras despidas, frutos pisados
Por pés que têm sede de vida,
Vinho amargo .
Um rio imenso e frio … o outro lado!
Um dia que escurece muito cedo
Um fim de tarde mudo
Um nada apenas;
E um tudo cheio de
coisas pequenas…
sem sentido.
Um peito ferido,
Abafado,
Incompreendido.
Aferrolhar das portas,
Cerrar das janelas.
Fechar os olhos,
e dormir,
no leito da dolência,
e acordar apenas
Para voltar a sentir
a própria ausência.
ana claudia albergaria
terça-feira, 5 de maio de 2009
No meu peito
Meu filho…
O poema que tenho para ti
Não cabe nas folhas amorfas
De um qualquer caderno.
Trago-o no meu peito…
Como uma prenda surpresa
Que te quero oferecer
Todos os dias da nossa vida.
Quero que o leias nos meus olhos,
Que o sintas nas minhas mãos,
Que o escutes nas minhas palavras.
Quero que ele fique em ti
E não numa folha de papel,
Adulterado por palavras vãs
Tantas vezes incrédulas,
Tantas vezes ridículas
Pela teimosia de quererem rimar.
Na infância da infância que ainda és
Quero deixar a marca do que sou
Do que sou de bom…
do que sou de amor,
Num poema não escrito,
Mas vivido.
Num poema de Amor,
Por nós os dois
Nunca esquecido.
ana claudia albergaria
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Felicidade
Felicidade…
A felicidade não é uma Quimera…
Vejo-a nos olhos dos amigos
Que brilham mais em certos dias…
E nos meus olhos quando os sinto
Ávidos de beleza…quando riem sozinhos
Sem saber porquê.
Vejo-a nas crianças, nos seus rostos
Iluminados pela inocência;
E na criança que há em mim,
Quando o meu rosto se rende á alegria
De saber para onde vou!
Vejo-a nas palavras escritas
Ou ditas com paixão,
Nos gritos dos meus poemas.
Vejo-a na emoção das mães
Guerreiras da paz;
Pedras basilares da humanidade.
Vejo-a espelhada nas mãos que se unem
Para seguir um caminho comum,
Vejo-a nos sonhos e nas ilusões
Que alimentam a nossa Alma
E que tornam possível um futuro real
Construído com base no
Amor e no respeito mútuo…
Um futuro “Agora”,
Que temos de Reinventar a cada instante,
E nos faz viver plenamente
Porque podemos ser Felizes
Para Sempre!
Ana Cláudia Albergaria
Pascoa Feliz
quarta-feira, 18 de março de 2009
Bodas de Ouro
Tios…
A Vossa Humanidade inspira-me para a Vida… A vossa casa … um aconchego onde regresso aos aromas da minha infância, aos afectos perdidos que vou resgatando ainda nos vossos braços… sempre Abertos para me Receber! Obrigada… por tantas coisas belas que de vós posso dizer ao meu filho… vou dizer-lhe , a cada amanhecer, que o Amor, afinal… pode Vencer!!!
Parabéns pelos 50 Anos de Casamento!
segunda-feira, 2 de março de 2009
Yentl - Barbara Streisend
Um dos momentos inesquecíveis do filme YENTL...
Um dos meus filmes preferidos!
escutem...
Um dos meus filmes preferidos!
escutem...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Prefiro não ler o teu fim!
A tua voz não se ouvia pai,
Não a encontrei na minha infância,
Fez-me falta.
Li a tua voz algumas vezes
Nas cartas que escrevias
Como se vivesses do outro lado do mundo
E afinal vivias apenas no teu quarto,
No teu refúgio.
Como me revoltavam as tuas cartas
Fossem elas um poema de amor
Ou uma reprimenda de pai,
Como queria que fosses capaz de falar, pai.
Como queria ter tido a coragem
De quebrar o nosso silencio.
Tanto tempo perdido, pai.
Quando te ouvia falar em público
Sentia que não te conhecia,
Que os outros te conheciam melhor que eu,
E sentia-me triste, perdida,
Esquecida na minha incompreensão.
Porque eram capazes de te enaltecer,
E eu não!
De reconhecer as tuas qualidades
orador… poeta… artista…
De pessoa sensível… humana!
De tudo o que hoje sei que és…
Por vezes confundi as tuas qualidades
Com arrogância e vaidade…
Hoje sei que era apenas a tua luz que me ofuscava.
Mas o nosso amor está destinado ao silêncio pai.
Quando a vida se tornou turbulenta o suficiente para o quebrar…
Quando a vida nos fez acordar…
Para falarmos de nós, para eu te conhecer melhor…
Voltaste ao teu silêncio pai…
Ao teu eterno silêncio!
Serás sempre uma quimera…
E mais uma vez deixaste uma carta para mim…
Perdoa-me pai… não a li!
Estava escrita há demasiado tempo
Desde o tempo em que estavas só
no teu mundo impenetrável,
Desde o tempo em que tínhamos as portas fechadas por dentro,
E as janelas cerradas por medo da liberdade,
Por medo de sermos felizes!
Não a li…
Hoje prefiro o teu eterno silêncio
a palavras escritas num papel desbotado pelo tempo…
Não quero regressar!
Prefiro fechar os olhos
E rever o teu rosto a sorrir para mim
Escutar o que ainda dissemos, por fim…
Prefiro amar-te em silencio…
Prefiro não ler o teu fim!
ana claudia albergaria
25.02.2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
cores e poemas
Agradeço a tod@s @s que visitaram a "Cores e Poemas".
e... como diz Oswaldo Montenegro
"Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente Complicar
porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a plateia
e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor
e a outra metade... também".
Aqui ficam alguns dos quadros da exposição...
Um abraço!
Ana Cláudia Albergaria.
(Meu contacto : 960486565)
30x60 cm (aproximadamente)
Preço: 45 euros
Amanhã
20x20 cm (Aproximadamente)
Preço: 20 euros
30x80 cm (aproximadamente)
50 euros
Fascinação
50x70 cm (aproximadamente)
Preço: 55 euros
120x80 cm
Preço:110 euros
Metade
100x40 cm
Preço: 60 euros
Flor da Sombra
(Vendido)
À procura do mundo
120x80 cm
Preço: 100 euros
sábado, 31 de janeiro de 2009
Há quanto tempo…
Há tanto tempo que não te abraço como deve ser
Com a alma, de olhos fechados e de coração aberto…
Há quanto tempo não tenho tempo para ti… há quanto tempo não falamos por falar … dos mistérios de outros tempos e dos mistérios dos tempos que virão…
Há quanto tempo não te digo, como deve ser, que te amo, com as minhas acções e não só com as minhas palavras?
Há quanto tempo nos estamos a afastar … sinto que nos estamos a afastar,
sinto que cada vez tenho menos para te dar…
Há quanto tempo não nos chateamos a sério, não choramos pelas nossas eternas e profundas diferenças, como no tempo em que tínhamos o tempo
das tardes de domingo para nos (des)encontrar!?
Há quanto tempo te amo? E quanto tempo teremos mais para dizer uma há outra que continuamos iguais, que continuamos diferentes…
mas que continuamos irmãs?! Para todo o sempre!
Amo-te…
Claudia
30.01.2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
As palavras

As palavras
deixaram de ser fortes,
porque o seu poder
vem do ânimo da alma
de quem as cria;
e da incessante lucidêz
de quem é capaz de dizer,
fielmente,
o que sente,
em momentos de dor
ou de acalmia,
quando o ser é só ser,
verdade, transparência,
encontro com o todo
que grita que a alma é,
inquestionávelmente,
livre e independente,
sempre que a palavra
está ausente!
Ana Claudia Albergaria
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A peça da vida
Nunca vivi tanto no futuro como hoje…
Perdi o passado como quem deixa cair ovos no chão…
Irremediavelmente perdido!
Perdi a minha história…
a peça de teatro que é a vida… as luzes apagaram-se!
Os personagens principais partiram! (alguns ainda me esperam… algures)
Não conclui o meu papel… fui má actriz!
Porque não quis ficar sozinha em cima do palco…
Não gosto de monólogos!
Nunca saberei o que fui e o que poderia ter sido…
Se o pano do palco não se fechasse tão cedo!
Se eles não tivessem partido…
Nunca vivi tanto no futuro como hoje…
Esqueço-me de agarrar o presente
Porque o futuro é uma peça por escrever… infinito!
E como o futuro “não é”
e o passado “já foi”
Sou apenas o tempo que serei,
nas memórias da solidão em que vou!
ana claudia albergaria
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Saudade! Papa, can you hear me?
Oh, God-and my father
Who is also in heaven.
May the light of this Flickering candle
Illuminate the night the way
Your spirit illuminates my soul.
Papa, can you hear me?
Papa, can you see me?
Papa can you find me in the night?
Papa are you near me?
Papa, can you hear me?
Papa, can you help me not be frightened?
Looking at the skies
I seem to see
A million eyes which ones are yours?
Where are you now that yesterday
Has waved goodbye
And closed its doors?
The night is so much darker;
The wind is so much colder;
The world I see is so much bigger
Now that I'm alone.
Papa, please forgive me.
Try to understand me;
Papa, don't you know I had no choice?
Can you hear me praying,
Anything I'm saying
Even though the night is filled with voices?
I remember everything you taught me
Every book 1've ever read...
Can all the words in all the books
Help me to face what lies ahead?
The trees are so much taller
And I feel so much smaller;
The moon is twice as lonely
And the stars are half as bright...
Papa, how I love you...Papa,
how I need you.Papa, how
I miss you Kissing me good night...
sexta-feira, 4 de julho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Parece que merecemos esta sina...
Marques Mendes - Novo Pensionista ! Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado,Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
De facto , como dizia Guerra Junqueiro em 1886 ... somos...
' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'
Marques Mendes - Novo Pensionista ! Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado,Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
De facto , como dizia Guerra Junqueiro em 1886 ... somos...
' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'
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