quarta-feira, 31 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
VIVER NA POBREZA
Viver na pobreza é...
não poder ser!
17 de Outubro
dia internacional
para a
erradicação
da pobreza!
Não vamos fingir que não vemos!
domingo, 14 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
ENCOSTA-TE A MIM...

Encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada
onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Jorge Palma, in Voo Nocturno
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
CORES E MARESIA (...)
Acrílico sobre tela
Acrílico sobre tela
Técnica mista sobre tela
Acrílico sobre tela
Poema do livro por escrever…
Poderiam ser o inicio de um livro estas palavras…
de um livro sem principio nem fim…
aquele espaço em que para me encontrar
teria de me ausentar por uma eternidade…
Afastar-me dos sons da revolta de uma infância perdida,
dos cheiros das estações mais tristes, povoadas de cores cinzentas,
tardes paradas…
das sensações de perda e das emoções solitárias
que fazem questão de permanecer num coração adormecido.
Dos odores das uvas pisadas em Outono de dor.
Poderiam ser o inicio de um livro estas palavras…
Se o amanhecer do futuro chegasse ameno, suave …
como os raios de sol em manhã de primavera…
se a cortina do meu quarto não me protegesse mais dessa luz
que me despertando de um sono profundo
me libertaria da inércia
e de um tempo
que não me pertence mais.
Poderiam ser o início de um livro…
fosse eu capaz de as libertar!
03.julho.07
Poema do livro por escrever…
Poderiam ser o inicio de um livro estas palavras…
de um livro sem principio nem fim…
aquele espaço em que para me encontrar
teria de me ausentar por uma eternidade…
Afastar-me dos sons da revolta de uma infância perdida,
dos cheiros das estações mais tristes, povoadas de cores cinzentas,
tardes paradas…
das sensações de perda e das emoções solitárias
que fazem questão de permanecer num coração adormecido.
Dos odores das uvas pisadas em Outono de dor.
Poderiam ser o inicio de um livro estas palavras…
Se o amanhecer do futuro chegasse ameno, suave …
como os raios de sol em manhã de primavera…
se a cortina do meu quarto não me protegesse mais dessa luz
que me despertando de um sono profundo
me libertaria da inércia
e de um tempo
que não me pertence mais.
Poderiam ser o início de um livro…
fosse eu capaz de as libertar!
03.julho.07
DE NOVO POR CÁ
"Cores no Feminino"
Pastel
Pastel
Oleo sobre tela
A Sereia
Pastel
As melhores colegas de trabalho - porque as melhores amigas!!!
De novo por cá... finalmente consegui voltar... entretanto mais uma exposição de pintura. Foi em Junho deste ano, no Castelo do Queijo, no Porto. Ficam algumas fotos... e o agradecimento a todos os que me ajudaram a atingir mais este objectivo, de forma especial às minhas amigas e à minha mana, sem esquecer, é claro, o Sr. Baptista e a Direcção dos Comandos, que gentilmente me cederam o maravilhoso espaço, no Castelo do Queijo.
Espero que gostem!
Beijinhos
(Desta vez não vou demorar tanto :-)
Pastel
De novo por cá... finalmente consegui voltar... entretanto mais uma exposição de pintura. Foi em Junho deste ano, no Castelo do Queijo, no Porto. Ficam algumas fotos... e o agradecimento a todos os que me ajudaram a atingir mais este objectivo, de forma especial às minhas amigas e à minha mana, sem esquecer, é claro, o Sr. Baptista e a Direcção dos Comandos, que gentilmente me cederam o maravilhoso espaço, no Castelo do Queijo.
Espero que gostem!
Beijinhos
(Desta vez não vou demorar tanto :-)
terça-feira, 6 de março de 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
INTENSIDADES - EXPOSIÇÃO DE PINTURA


No próximo dia 16, sexta-feira, pelas 21.30h vou inaugurar a minha primeira exposição de pintura.Será na Casa Municipal da Cultura de Paranhos e estará patente ao público até ao dia 27 de Fevereiro. Gostaria muito de contar com a presença de todos os meus amigos... e de outros amigos que ainda não tive o prazer de conhecer :).
O nome que dei á exposição foi "Intensidades", porque considero que
cada aspecto da vida tem uma cor e um sentimento associado. Nada do que somos, sentimos e fazemos é indiferente à quentura, ou à frieza, dos tons que povoam a nossa alma. A cada cor um sentimento… a cada sentimento uma tonalidade que fala de nós… e que só se faz ouvir quando construímos, com o coração, aquilo que se permite sentir com intensidade!
Expero por tod@s!!!
Ana Cláudia Albergaria
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Beneficiária... não obrigada!

Beneficiário :
(…) diz-se de quem beneficia de qualquer coisa, duma protecção, duma vantagem, etc. (Novo dicionário da Língua Portuguesa)
Como é bom não beneficiar de nada… meus amigos…o meu grande objectivo na vida passa exclusivamente por nunca vir a ser beneficiária de nada… porque no meu país ser beneficiário significa:
- ter de andar sem sorriso nos lábios – quem sorri muito… e adopta uma postura positiva é porque não tem problemas e então não precisa de beneficiar de nada!
- não poder beber um café na pastelaria… nem ousar comer um bolo… muito menos comprar uma camisola para “estrear” no natal… quem faz extravagâncias destas é porque não precisa de beneficiar de nada!
- ter de olhar o chão quando se passa pelas doutoras para que não reparem que hoje eu pintei os olhos e que hoje me vesti melhor - qualquer forma de beleza e de aprumo não se coaduna com o ideal tipo de beneficiário, quem consegue andar limpo e asseado é porque não precisa de beneficiar de nada!
- ter de esperar meses para conseguir comprar os remédios que preciso para manter uma qualidade de vida abaixo do normal. Porque quem não sabe esperar… quem não é paciente… quem não compreende as dificuldades por que passa o nosso país… nomeadamente a nossa segurança social… é porque não precisa de beneficiar de nada.
- ter de abrir periodicamente a porta “às doutoras” para inspeccionarem a minha casa, para verem se a limpo devidamente e se tenho o frigorifico cheio ou vazio. Porque quem tem o frigorifico meio-cheio e a casa pouco aprumada é porque não precisa de beneficiar de nada! E quem tem a casa aprumada também não, porque é suposto que o beneficiário não saiba cuidar de si nem da sua casa. Se tem o frigorifico cheio e a casa aprumada então é porque não precisa, mesmo, de beneficiar de nada!
- ter de aceitar coisas que nunca vou usar… porque se recusar o que me dão é porque não preciso de beneficiar de nada!
- ter de esconder que comprei um brinquedo para o meu filho no natal… e que o deixei comer a caixa de bombons toda num dia, porque quem tem dinheiro para comprar um brinquedo no natal e quem não dá alimentos saudáveis às suas crianças, não precisa de beneficiar de nada!
- Ter de pagar o vidro que o meu filho partiu no recreio da escola, porque o filho de uma beneficiária faz isso com maldade, enquanto o filho dos que não beneficiam de nada fazem isso por acidente ou em defesa pessoal! Quem tem crianças que fazem asneiras é porque não as sabem educar ou porque as estragam com mimos e por isso não precisam de beneficiar de nada!
- Ter de estar fechada em casa porque estou desempregada. Porque quem sai para a rua e está desempregada anda sempre a passear em vez de trabalhar ... se vai para casa... não faz nada... por isso também não precisa de beneficiar de nada!
Ser beneficiário no meu país é isto e muito menos… é, antes de mais nada…ter de agradecer, sempre! Agradecer muito… a toda a hora… agradecer mesmo quando não beneficie, objectivamente, de absolutamente nada que contribua para a dignificação da pessoa humana, que, quer queiram ou não, também sou!
O meu sonho é nunca vir a precisar de beneficiar de nada!
Ana Cláudia Albergaria
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