
terça-feira, 6 de março de 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
INTENSIDADES - EXPOSIÇÃO DE PINTURA


No próximo dia 16, sexta-feira, pelas 21.30h vou inaugurar a minha primeira exposição de pintura.Será na Casa Municipal da Cultura de Paranhos e estará patente ao público até ao dia 27 de Fevereiro. Gostaria muito de contar com a presença de todos os meus amigos... e de outros amigos que ainda não tive o prazer de conhecer :).
O nome que dei á exposição foi "Intensidades", porque considero que
cada aspecto da vida tem uma cor e um sentimento associado. Nada do que somos, sentimos e fazemos é indiferente à quentura, ou à frieza, dos tons que povoam a nossa alma. A cada cor um sentimento… a cada sentimento uma tonalidade que fala de nós… e que só se faz ouvir quando construímos, com o coração, aquilo que se permite sentir com intensidade!
Expero por tod@s!!!
Ana Cláudia Albergaria
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Beneficiária... não obrigada!

Beneficiário :
(…) diz-se de quem beneficia de qualquer coisa, duma protecção, duma vantagem, etc. (Novo dicionário da Língua Portuguesa)
Como é bom não beneficiar de nada… meus amigos…o meu grande objectivo na vida passa exclusivamente por nunca vir a ser beneficiária de nada… porque no meu país ser beneficiário significa:
- ter de andar sem sorriso nos lábios – quem sorri muito… e adopta uma postura positiva é porque não tem problemas e então não precisa de beneficiar de nada!
- não poder beber um café na pastelaria… nem ousar comer um bolo… muito menos comprar uma camisola para “estrear” no natal… quem faz extravagâncias destas é porque não precisa de beneficiar de nada!
- ter de olhar o chão quando se passa pelas doutoras para que não reparem que hoje eu pintei os olhos e que hoje me vesti melhor - qualquer forma de beleza e de aprumo não se coaduna com o ideal tipo de beneficiário, quem consegue andar limpo e asseado é porque não precisa de beneficiar de nada!
- ter de esperar meses para conseguir comprar os remédios que preciso para manter uma qualidade de vida abaixo do normal. Porque quem não sabe esperar… quem não é paciente… quem não compreende as dificuldades por que passa o nosso país… nomeadamente a nossa segurança social… é porque não precisa de beneficiar de nada.
- ter de abrir periodicamente a porta “às doutoras” para inspeccionarem a minha casa, para verem se a limpo devidamente e se tenho o frigorifico cheio ou vazio. Porque quem tem o frigorifico meio-cheio e a casa pouco aprumada é porque não precisa de beneficiar de nada! E quem tem a casa aprumada também não, porque é suposto que o beneficiário não saiba cuidar de si nem da sua casa. Se tem o frigorifico cheio e a casa aprumada então é porque não precisa, mesmo, de beneficiar de nada!
- ter de aceitar coisas que nunca vou usar… porque se recusar o que me dão é porque não preciso de beneficiar de nada!
- ter de esconder que comprei um brinquedo para o meu filho no natal… e que o deixei comer a caixa de bombons toda num dia, porque quem tem dinheiro para comprar um brinquedo no natal e quem não dá alimentos saudáveis às suas crianças, não precisa de beneficiar de nada!
- Ter de pagar o vidro que o meu filho partiu no recreio da escola, porque o filho de uma beneficiária faz isso com maldade, enquanto o filho dos que não beneficiam de nada fazem isso por acidente ou em defesa pessoal! Quem tem crianças que fazem asneiras é porque não as sabem educar ou porque as estragam com mimos e por isso não precisam de beneficiar de nada!
- Ter de estar fechada em casa porque estou desempregada. Porque quem sai para a rua e está desempregada anda sempre a passear em vez de trabalhar ... se vai para casa... não faz nada... por isso também não precisa de beneficiar de nada!
Ser beneficiário no meu país é isto e muito menos… é, antes de mais nada…ter de agradecer, sempre! Agradecer muito… a toda a hora… agradecer mesmo quando não beneficie, objectivamente, de absolutamente nada que contribua para a dignificação da pessoa humana, que, quer queiram ou não, também sou!
O meu sonho é nunca vir a precisar de beneficiar de nada!
Ana Cláudia Albergaria
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
É Natal sempre que...

É Natal sempre que…
É Natal sempre que me lembro de alguém especial
e lhe proporciono alegria…
É Natal sempre que tento ouvir com atenção o que posso fazer
para tornar alguém mais feliz…
É Natal sempre que contribuo para o sorriso de uma criança,
sempre que lhe falo do menino Jesus e da Sagrada Família,
dos Anjos do Céu…e das Estrelas Cadentes…
É Natal sempre que despendo um pouco do meu tempo
a pensar nos outros, a oferecer algo aos outros.
É Natal sempre que esqueço as pequenas contrariedades do dia-a-dia,
É Natal sempre que me lembro que somos humanos
e que todos erramos.
É Natal sempre que perdoo.
É Natal sempre que procuro estar perto de quem amo,
É Natal sempre que digo a alguém que a amo.
É Natal sempre que uma refeição se torna especial
porque não estou sozinha
É Natal sempre que ofereço uma refeição a quem tem fome.
É Natal sempre que tomo consciência do meu papel de mãe,
filha, irmã, tia…colega de trabalho…amiga…
É Natal sempre que olho nos olhos um mendigo
e lhe pergunto como posso ajudar.
É Natal sempre que sinto saudade das pessoas
que viveram no meu passado e que permanecem em mim,
É Natal sempre que me alegro com a felicidade dos outros
e sempre que me entristeço com as injustiças
e os infortúnios dos que me rodeiam.
É Natal sempre que me lembro que o meu trabalho,
a minha profissão, tem por detrás uma grande missão…
É Natal sempre que tenho esperança no futuro.
É Natal sempre que acredito na Humanidade.
É Natal… sempre… e tão poucas vezes!
Que o Natal não seja só um dia…na vida
de todos os que fazem parte do meu pequeno mundo!
Felizes Natais!!!! E Felizes Anos Novos!
Ana Cláudia Albergaria
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
O Vazio...
ausência
de conteúdo real,
tangível,
Factual.
Amorfo
desalento,
qual dor
relâmpago
na leitura
da sentença,
no final de um triste
e solitário
julgamento.
Neblina fria
e opaca
que imobiliza o ser
e inaugura o saber viver
sem sentimento.
Ana Claudia Albergaria
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Feitiço
Como uma canção de amor se pode tornar uma bela canção de embalar... era esta canção que eu cantava para o Gonçalo adormecer... e ainda hoje não sei se foi feitiço ou o que é que me deu...para gostar tanto assim de alguém...Feitiço
by N/A
Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu gostava que olhasses
para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo,
só para eu te abraçar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
O primeiro impulso é sempre mais justo,
é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas
na volta redonda de um beijo profundo...
Eu...
Eu não sei o que me aconteceu...
foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu...
Não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Como tu...
Andre Sardet
terça-feira, 17 de outubro de 2006
DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA
Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti nem eu sei que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal soletramos, de olhos tensos,
Maravilhas de espaço e de vertigem:
Salgados oceanos que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
(E as bombas de napalme são brinquedos),
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome.
Letra: José Saramago.
Musica: Manuel Freire
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Obrigada
Pelo amor, carinho, dedicação, atenção, presença... pelas mensagens de força, que me enviam às 2 e 3 horas da manhã... e que me dizem que eu sou capaz!
Pela disponibilidade total para "aturarem" os meus desabafos... me aconselharem... pelas leituras do texto... pelas sugestões, pelas ideias...pelos silêncios, quando assim tem que ser...
Pelo tempo que dedicam ao meu filho... pelos dias que ficaram com ele para eu trabalhar...pelos passeios com ele pela baixa do porto... pelos fins de tarde com ele... pelo carinho que sempre lhe manifestam...
Quero agradecer ao meu pai... pela espera contínua... pelas minhas ausências... e pelo brilho que vejo nos seus olhos sempre que lhe digo que... está quase! Pela força que me trasnmite e o orgulho que tem em mim...
Por tudo o que para mim é fundamental... e que é saber que posso sempre contar com todos vocês!
Obrigada... não vos vou decepcionar!
(esta é uma das formas que encontrei para vos agradecer... para mim vale mais do que aquela folha que, porque todos colocam, eu também irei colocar na parte inicial da minha tese... estas palavras não foram escritas porque os outros também escrevem... foram escritas porque eu vos adoro ! E porque tenho muito a agradecer!
Claudia
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Maria Bethânia
Deixo-vos o seu Grito de Alerta...
Maria Bethânia
Grito de alerta
(Gonzaga Jr.)
Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça
Me bota na boca um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo
Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando
As pedras cortando e eu vou perguntando: até quando?
São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo
Arrasando aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos
Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errado
O quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir
Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem, é o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não.
sábado, 16 de setembro de 2006
Tenho um projecto...
Um espaço aberto, meu, só meu!
No qual eu deposite todos os meus desejos
Todos os meus gritos,
Todas as minhas dores inaudíveis.
Um espaço onde o ilusório e o concreto
Se harmonizem para irem ao encontro do infinito.
Nesse espaço não haverá cor, nem som.
Nesse espaço haverá luz,
Luz…
Luz… brilhante e incolor.
Temo a ausência da luz como temo a cegueira;
Temo a cegueira como temo a ignorância
dos olhares que olham sem ver;
e dos ouvidos que ouvem sem escutar.
Temo ocupar o espaço sem o transformar,
Temo procurar o mundo
sem me encontrar.
Ana Cláudia Albergaria
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Estás...

Estás …
Estás… quando choramos de alegria, com lágrimas que não saem dos olhos mas do peito…
Estás… quando temos os teus netos nos braços, quando lhes falamos de ti com respeito
Estás… quando nos sentimos fortes, quando nos sentimos serenas no nosso leito.
Estás quando perdoamos, quando crescemos, quando amamos.
Estás quando nos arrependemos, quando ao fazer o bem renascemos.
Estás quando sofremos a dor da carne e quando a luz do teu espírito nos ameniza a angustia que vivemos.
Estás quando levantamos a cabeça, mesmo quando o peso nos nossos ombros nos faz curvar.
Estás quando a solidão deixa de ser triste e a escuridão já não nos agonia, porque vens nos iluminar.
Estás quando a saudade de ti nos entristece.
Estás quando vens ao nosso encontro pelos caminhos da memória de quem nunca te esquece.
Estás quando vens doutras paragens por caminhos para nós desconhecidos.
Estás quando em sonhos nos revelas da vida os segredos mais escondidos.
Estás quando olho as violetas, quando o verde primaveril dos teus olhos renasce para nós.
Estás quando escutamos os fados que cantavas e quando rezando ouvimos a tua voz.
Estás para sempre… em nós!
Ana Cláudia Albergaria
14 de Dezembro de 2005
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
Seara de fogo

"Seara de Fogo"
Acrílico sobre tela
dimensões 45x55 cm
Ana Claudia Albergaria
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Quem fui não é mais!

Quem fui não é mais;
Que o tempo apagou de mim toda a memória.
Agora sou o tempo que me enrola
na vida que construo em cada hora.
Da vida serei cúmplice das quedas
no rio ,cujas margens se afastaram
para que ele passasse altivo,
iludido pela força das correntes,
sobre as quais tantos náufragos navegaram.
Hoje não sou mais do que Eu
e talvez queira mesmo ser só Eu,
e, talvez, muito mais do que sinto,
porque sou o tempo que faço
a percorrer um labirinto.
Amanhã serei sempre mais...
Porque espero mais!
Porque acredito!
Ana Claudia Albergaria

















